Maximize o impacto de treinamentos em programas de segurança dos alimentos

 

Você sabia que 80% dos treinamentos  são esquecidos dentro de 30 dias, a menos que sejam devidamente reforçados?

Então, como você pode complementar os  treinamento com um ambiente de aprendizado contínuo que não prejudique as metas de produção?

Vamos imaginar três trabalhadores da linha de frente: João, Maria e José.

É a primeira semana de João no trabalho. Ele passa por um dia de intenso treinamento de integração que inclui tudo, desde locais de trabalho, políticas de RH, segurança, etc. Ele está sobrecarregado de informação e realmente não consegue assimilar todo conteúdo recebido  ou ter a  confiança que ele precisa. Certamente ele não conseguirá tomar uma decisão relativa à segurança dos  alimentos porque ainda não estará familiarizado com a situação. Ele precisa de mais treinamento e experiência para se tornar um especialista em segurança dos alimentos dentro das suas atribuições profissionais.

Maria, por outro lado, está no trabalho há algumas semanas. Embora ela saiba seu papel na segurança dos alimentos, ela ainda carece de confiança para tomar algumas decisões mais  difíceis e que merecem todo cuidado. Ela é insegura, então quando esses momentos de incerteza  surgirem, ela provavelmente hesitará. Ela também precisa de mais treinamento e treinamento…

José  está na fábrica há cinco anos. Ele está bastante confiante em seu trabalho – inclusive conhecendo todos os atalhos que ele pode usar quando está numa situação difícil. Surpreendentemente, é José   o funcionário mais perigoso porque ele tem a confiança, mas não o conhecimento adequado para aplicar consistentemente o programa de segurança dos alimentos. José também não é um especialista e precisa de treinamento específico e supervisão para lidar com atalhos inaceitáveis e maus hábitos.

Todos os três tipos de trabalhadores precisam passar por um treinamento certo e adequado  que os leve ao domínio de suas responsabilidades.

STATUS DOS ATUAIS PROGRAMAS DE SEGURANÇA DOS ALIMENTOS

Qual a eficácia da maioria dos programas de treinamento em segurança dos  alimentos? As empresas geralmente querem avaliar/comparar, ou seja fazer um benchmark:

  • Quanto está todo mundo treinando – e como estão em relação a isso?
  • O que outras empresas estão treinando?
  • Quais ferramentas ou técnicas estão usando para garantir a conformidade com a segurança dos alimentos?

Temos visto  que em algumas empresas, os trabalhadores estão motivados a fazer o seu trabalho – e fazê-lo bem.  Além disso, as empresas de alimentos continuam comprometidas com o treinamento em segurança de alimentos e têm se esforçado por manter em seus orçamentos, recursos destinados  a  esse fim.  Tudo isso é positivo!

Porém, a grande preocupação nestas empresas é com os colaboradores que não seguem sistematicamente o programa de segurança dos alimentos.  E porque isso acontece? Por que certos  colaboradores não se engajam  à cultura de segurança dos alimentos?

Apesar de avanços significativos na formação em segurança de alimentos, várias empresas ainda têm funcionários que não seguem o programa. Infelizmente, isso gera  mais do que apenas a dúvida – ela traz sérios riscos. Apenas um pequeno erro pode ter um enorme impacto negativo nos negócios e na imagem da marca.

 Os funcionários não se preocupam com a segurança dos alimentos  por vários motivos. Alguns têm maus hábitos e  simplesmente não se incomodam com o que possa acontecer. Outros se acomodam com a rotina e preferem o modo antigo de fazer as coisas, mesmo que esse método esteja desatualizado ou inseguro. Outros ainda seguem o exemplo de outros funcionários – e quando o cego lidera os cegos, criam-se maus hábitos.

As empresas de alimentos enfrentam alguns desafios importantes que parecem ressoar em toda extensão do negócio.

 No geral, os quatro principais desafios para a formação em segurança dos  alimentos são:

  • Agendamento de tempo para treinamento
  • Comprovação da eficácia do treinamento
  • Organização do treinamento de “atualização/reciclagem”.
  • Oferecer treinamentos inovadores sobre o mesmo assunto.

A questão é como transformamos esses desafios em oportunidades? Ou seja: Como fornecemos aos nossos funcionários o conhecimento e a confiança de que precisam para tomar as decisões corretas sobre segurança dos alimentos em tempo integral.

PODEMOS SUGERIR ALGUMAS SOLUÇÕES PARA OS  TREINAMENTOS EM SEGURANÇA DOS ALIMENTOS

Agendar tempo para treinamento é mesmo um grande  um desafio.  Incorporar as melhores práticas pode ajudar muito no combate a esse problema.

Uma boa dica é dividir o treinamento de integração e oferecê-lo em partes ao longo de um período de tempo, pelo menos  30 dias.

Várias empresas ainda realizam treinamentos através do método “apaga incêndio” – inundando os funcionários com inúmeras informações sobre segurança dos alimentos e esperando que isso se mantenha.

Mas a dispersão de informações em partes menores ao longo do tempo demonstra  ser uma maneira mais eficaz de aumentar a compreensão e a retenção de conhecimento.

Verificar o treinamento é outro grande desafio. Se o treinamento não for verificado, como a compreensão é garantida? Como podemos identificar esses maus hábitos?

Uma solução comprovada  é a  incorporação da supervisão diretamente nas tarefas nos locais de trabalho. Há estudos que mostram que o treinamento em sala de aula aumenta a conformidade comportamental. Mas quando os funcionários são formalmente observados e treinados pelo supervisor essa   conformidade é muito mais significativa.

Outro resultado de um programa formal de supervisão é  o estabelecimento de maior confiança e proximidade pessoal.  À medida que novos funcionários são introduzidos nos postos de trabalho,  há o interesse de colegas em disponibilizar informações, feedback e apoio e não necessariamente esperar que o supervisor faça  “auditoria”  na nova pessoa. Isso demonstra o interesse em ter uma alta pontuação em conformidade.  Assim, a auto-regulação leva ao fortalecimento de uma cultura de segurança dos alimentos.

Um programa estruturado de observações específicas e treinamento formal pode ser uma ferramenta poderosa.

Inicialmente, confirma que o treinamento correto deva  ser aplicado na base. Ele também impulsiona a consistência entre linhas, turnos e fábricas, porque se usa um programa estruturado com observações muito específicas do comportamento de colaboradores  que levem à verificação da consistência do que  está sendo aplicado.

Além disso, proporciona aos funcionários um envolvimento bidirecional com os supervisores e a oportunidade de obter feedback e ações corretivas em tempo real.  Finalmente , mantém os conceitos de segurança dos alimentos  como prioridade.

As ferramentas de tecnologia estão agora disponíveis para facilitar essas observações estruturadas, automatizando a documentação facilitando a execução dessas observações e, ao mesmo tempo, garantindo dados acessíveis para auditorias regulares.

O terceiro grande desafio para a formação em segurança dos alimentos  é a organização de cursos de reciclagem. De acordo com um fenômeno chamado de “esquecimento da curva”, os alunos esquecem até 80% do treinamento depois de dois meses – se esse treinamento não for devidamente reforçado. A promoção de treinamentos com breves períodos de aprendizado chamados de “recicladores” mantém as informações atualizadas continuamente. Por exemplo, algumas chamadas  sobre tópicos de segurança dos alimentos, discutidas em  reuniões de equipe dão aos supervisores uma valiosa oportunidade de reforçar conceitos importantes  do assunto. Outras ferramentas, como cartazes atraentes e vídeos  reforçam os principais conceitos  de segurança dos alimentos quando são  apresentados em áreas de circulação chamando a atenção para a responsabilidade de cada um, complementando o treinamento e mantendo  a segurança alimentos em primeiro plano.

O quarto desafio é o oferecimento de treinamentos inovadores. Os assuntos relacionados à segurança dos alimentos podem ser repetitivos e tornar difícil o oferecimentos de treinamentos inovadores, que despertem a atenção e o interesse dos funcionários. O resultado de treinamentos repetitivos é a falta de interesse dos colaboradores em participar dos mesmos “para ouvir tudo que já foi falado, novamente”. É possível inovar e oferecer treinamentos de reciclagens sobre segurança dos alimentos de forma diferente, oferecendo um novo treinamento a cada reciclagem, falando o mesmo que deve ser falado sempre.

BUSCAR UMA EMPRESA PARCEIRA PARA AUXILIAR NA ORGANIZAÇÃO DOS TREINAMENTOS RELACIONADOS À SEGURANÇA DOS ALIMENTOS, OU ATÉ MESMO PARA MINISTRAR ESTES TREINAMENTOS E AVALIAR OS COLABORADORES É UMA PRÁTICA  EXCELENTE E DEVE SER CONSIDERADA PELAS INDÚSTRIAS DE ALIMENTOS COMO UM BOM RECURSO, UMA BOA SAÍDA.

A BRQuality pode oferecer treinamentos teóricos e práticos  alinhados às necessidades específicas de cada empresa, otimizando investimentos com cursos “in company“, fazendo a conexão entre o conhecimentos e a filosofia de segurança dos alimentos, além de promover o comprometimento da equipe.

INOVAMOS A CADA TREINAMENTO E SABEMOS QUE EXISTEM VÁRIAS FORMAS DE TRANSMITIR A MESMA MENSAGEM!

VAMOS FALAR SOBRE SEGURANÇA DOS ALIMENTOS NA SUA EMPRESA???

 

Fonte: https://www.foodonline.com  Tradução e adaptação: Rosimar Mucidas