Alimentos ultraprocessados: Receio cresce, mas a confusão do consumidor persiste, aponta IFIC

Alimentos ultraprocessados: Receio cresce, mas a confusão do consumidor persiste, aponta IFIC

A preocupação dos consumidores americanos com os alimentos ultraprocessados (ultra-processed foods – UPFs) está em ascensão. No entanto, o entendimento sobre o que o termo realmente significa permanece nebuloso. De acordo com uma pesquisa do International Food Information Council (IFIC), 80% dos americanos consideram o nível de processamento de um alimento antes de comprá-lo. Esse percentual demonstra um aumento em relação ao ano anterior.

Apesar do aumento da conscientização, a pesquisa 2025 Food & Health Survey do IFIC revela uma desconexão entre a familiaridade com o termo e a compreensão clara de sua definição. Ademais, quatro em cada dez entrevistados afirmaram estar familiarizados com o termo “alimento ultraprocessado”, um aumento significativo de 12 pontos percentuais em relação ao ano anterior. No entanto, a falta de uma definição formal para UPFs leva os consumidores a usarem métodos inconsistentes para identificá-los, como analisar a lista de ingredientes ou o painel de informações nutricionais, que não necessariamente indicam o processo de fabricação.

O impacto da linguagem e o sentimento negativo

A forma como os alimentos são rotulados e descritos têm um impacto direto na percepção de saúde do consumidor. Desse modo, a pesquisa do IFIC demonstrou que, enquanto 60% dos consumidores acreditam que “alimentos embalados” podem fazer parte de uma dieta saudável. Todavia, esse percentual cai para 41% quando o termo usado é “alimentos processados” e despenca para apenas 29% no caso de “alimentos ultraprocessados”.

Esse dado sublinha a importância da linguagem, indicando que o enquadramento (framing) do produto pode influenciar a percepção de saúde mais do que seu valor nutricional real.

Além disso, o sentimento em torno dos ultraprocessados nas conversas online tem se tornado cada vez mais negativo, especialmente desde 2022. A análise do IFIC aponta que o sentimento atual é quase quatro vezes mais negativo, com o uso de linguagem “emocionalmente carregada e acusatória”. Essa polarização online, impulsionada em grande parte por pais Millennials preocupados com a saúde, contribui para a confusão do consumidor e cria um desafio de comunicação para a indústria e para os profissionais de saúde.

Todavia, apesar dos receios, os consumidores reconhecem os benefícios práticos dos alimentos processados, como conveniência, acessibilidade, prazo de validade e sabor, o que cria uma tensão entre a busca por saúde e as demandas da vida diária.

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Fonte da imagem: Freepik.

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