Surto de hepatite A na Itália é associado ao consumo de frutos do mar
Um surto de hepatite A na Itália, com mais de 130 casos registrados, foi associado ao consumo de frutos do mar contaminados, especialmente moluscos bivalves.
O caso levou autoridades a adotarem medidas restritivas para conter a disseminação da doença, incluindo a proibição do consumo de frutos do mar crus em estabelecimentos públicos em Nápoles.
Mais de 130 casos foram registrados na região
Segundo autoridades da região da Campânia, 133 casos de hepatite A foram confirmados desde o início do ano.
Além disso, os dados indicam crescimento progressivo dos casos, com aumento significativo nos primeiros meses de 2026.
Frutos do mar crus são apontados como principal fonte
As investigações epidemiológicas identificaram forte associação entre os casos e o consumo de frutos do mar, especialmente moluscos bivalves como:
- Mexilhões
- Ostras
- Amêijoas
Esses alimentos podem se contaminar ao filtrar água contaminada, acumulando vírus e outros patógenos.
Por isso, o consumo cru ou mal cozido representa um risco significativo à saúde.
Autoridades adotam medidas de controle e restrição
Diante do cenário, diversas ações foram implementadas para conter o surto.
Entre as principais medidas:
- Proibição do consumo de frutos do mar crus em Nápoles
- Intensificação da vigilância epidemiológica
- Aumento de testes laboratoriais
- Controle da cadeia de abastecimento
- Vacinação de grupos de risco
Além disso, as autoridades alertaram a população para evitar consumo de produtos fora de canais oficiais e verificar procedência e armazenamento adequado.
Hepatite A pode ser transmitida por alimentos contaminados
A hepatite A é uma infecção viral que afeta o fígado e pode ser transmitida por alimentos e bebidas contaminados.
A transmissão ocorre principalmente pela ingestão do vírus, seja por contato com pessoas infectadas ou por consumo de alimentos contaminados.
Os sintomas podem variar de leves a graves e incluem:
- Febre
- Fadiga
- Náusea
- Dor abdominal
- Icterícia
Além disso, o período de incubação pode variar entre 15 e 50 dias, o que dificulta a identificação rápida da fonte de contaminação.
Caso reforça risco de consumo de alimentos crus
O surto reforça um ponto crítico na segurança dos alimentos: o consumo de produtos crus sem controle adequado.
Nesse contexto, a ausência de etapas de eliminação de patógenos aumenta significativamente o risco microbiológico.
Portanto, medidas como controle de origem, rastreabilidade, monitoramento ambiental e boas práticas de manipulação são essenciais para prevenir esse tipo de ocorrência.
Fonte: Food Safety News. Surto de hepatite A na Itália ligado a frutos do mar.