IA reduz em até 36% uso de água em cafezais do Espírito Santo

IA reduz em até 36% uso de água em cafezais do Espírito Santo

A Nestlé reduziu em até 36% o consumo de água por quilo de café produzido em um projeto piloto que utiliza inteligência artificial na cafeicultura para tornar a irrigação mais precisa. Realizada em 20 propriedades do Espírito Santo, a iniciativa também diminuiu em cerca de 15% os gastos com energia elétrica nas fazendas participantes.

Financiado pelo Nescafé Plan, programa global de sustentabilidade da marca, o projeto foi desenvolvido em parceria com a Smart Irriga e recebeu investimento de aproximadamente R$ 400 mil. A tecnologia foi implementada em propriedades que já utilizavam irrigação por gotejamento.

Inteligência artificial orienta o momento e o volume de irrigação

O sistema combina estações meteorológicas instaladas diretamente nos talhões com uma plataforma de inteligência artificial. Diariamente, a tecnologia analisa informações como temperatura do ar, precipitação, umidade relativa e evapotranspiração para determinar quando irrigar e qual volume de água deve ser aplicado. Dessa forma, as plantas recebem água de acordo com a necessidade identificada pelo sistema, e a redução no consumo de energia ocorre porque as bombas de irrigação permanecem ligadas apenas pelo período necessário.

A tecnologia acrescenta uma camada de precisão a técnicas de eficiência hídrica já utilizadas pelos produtores. Segundo a Nestlé, 97% das propriedades participantes do Nescafé Plan no Brasil adotam práticas voltadas ao uso eficiente da água. Além da economia de recursos, a irrigação de precisão pode contribuir para uma maturação mais uniforme dos grãos, melhorar a florada e reduzir a lixiviação de nutrientes — efeitos que ajudam a preservar as condições do solo e podem favorecer a produtividade nas safras seguintes.

Tecnologia busca aumentar resiliência climática

O projeto faz parte da estratégia do Nescafé Plan para ampliar a capacidade das propriedades de enfrentar os efeitos das mudanças climáticas sobre a produção de café. Rodolfo Clímaco, gerente de agricultura para Cafés na Nestlé e líder do Nescafé Plan no Brasil, afirma que levar a tecnologia de inteligência artificial para o manejo da irrigação promove ganho ambiental e econômico ao mesmo tempo, contribuindo para preservar recursos hídricos, favorecer a saúde do solo, reduzir custos operacionais e tornar as propriedades mais preparadas para eventos climáticos extremos.

Segundo Clímaco, quase todas as fazendas do programa já adotam técnicas de eficiência hídrica, como a irrigação por gotejamento, e a inteligência artificial pode aumentar a precisão desse manejo e contribuir para proteger a cadeia de fornecimento diante de adversidades climáticas. O piloto foi acompanhado pela equipe de agrônomos do Nescafé Plan, responsável por prestar assistência técnica aos produtores e orientar a adoção de práticas relacionadas à conservação do solo, da água e da biodiversidade.

Nescafé Plan reúne mais de 3,8 mil propriedades no Brasil

Atualmente, mais de 3,8 mil propriedades participantes do Nescafé Plan no país estão inseridas na jornada de agricultura regenerativa da companhia. De acordo com dados divulgados pela Nestlé, as fazendas que fazem parte do programa apresentam, em média, produtividade 60% superior à das propriedades convencionais. O Nescafé Plan também bonifica produtores pela adoção de práticas socioambientais.

O investimento no projeto piloto integra uma estratégia mais ampla da companhia: globalmente, a Nestlé destinou 1 bilhão de francos suíços ao Nescafé Plan até 2030, com investimentos que incluem a adoção e o desenvolvimento de tecnologias para o campo. Segundo o relatório de progresso do Nescafé Plan referente a 2025, 53% do café verde adquirido pela marca globalmente naquele ano veio de fazendas que adotam práticas de agricultura regenerativa.

Fonte: BHB Food

Imagem: Magnific

A BRQuality é uma empresa focada em desenvolver soluções criativas junto aos seus clientes, oferecendo treinamentos e consultorias personalizados, desmistificando e descomplicando o que parece difícil, deixando as equipes preparadas para dar continuidade nos programas e entender sua interação na cadeia de alimentos de forma responsável.