Fiscalização na Índia flagra baratas e roedores em depósitos de delivery
O órgão de segurança dos alimentos do estado de Maharashtra, na Índia, intensificou a fiscalização sobre a indústria de alimentos e supermercados, suspendendo as licenças de 12 armazéns das gigantes indianas de entrega Eternal, Swiggy e Zepto após serem encontradas infestações de baratas e outras condições de falta de higiene. As novas operações têm como alvo o setor de “quick commerce”, em que as empresas entregam produtos de supermercado em poucos minutos.
Novo chefe de fiscalização ganha repercussão
As ações ocorrem depois que o novo chefe de segurança dos alimentos do estado, Tukaram Mundhe, de 51 anos, fechou alguns dos restaurantes mais populares de Mumbai por problemas de higiene. Relatos de contaminação alimentar são comuns no setor de alimentação da Índia, mas a atuação de Mundhe vem ganhando ampla atenção do público e da mídia por sua abordagem rigorosa, já que historicamente havia pouca fiscalização dos padrões de segurança dos alimentos no país. Nesta semana, o departamento de Mundhe também fechou quatro unidades da rede Domino’s, maior cadeia de fast-food da Índia e normalmente considerada como tendo protocolos de segurança mais rígidos.
O que foi encontrado nas inspeções
Em um dos centros de armazenamento de alimentos da Blinkit, maior empresa de “quick commerce” da Índia, os inspetores encontraram infestação de baratas e vegetais estragados. Inspeções em outros locais revelaram fezes de roedores e condições insalubres. Em um armazém da Zepto, em Nashik, no noroeste do estado de Maharashtra, funcionários de entrega estavam circulando pelas áreas de armazenamento usando calçados de rua, o que aumenta o risco de contaminação cruzada, segundo o comunicado da FDA estadual. Fotos divulgadas pelo órgão também mostraram prateleiras enferrujadas e sujas, com baratas circulando entre os alimentos.
Reação das empresas e repercussão
Swiggy e Eternal preferiram não comentar, e a Zepto não respondeu aos questionamentos da Reuters. As fiscalizações colocaram em evidência o setor de “quick commerce”, avaliado em US$ 13 bilhões, que ao longo dos anos captou bilhões de dólares em capital estrangeiro e que hoje registra 9 milhões de pedidos diários. “Não vamos tolerar brincadeiras com a saúde pública”, afirmou Mundhe em comunicado da FDA, alertando para ações ainda mais duras contra o preparo inseguro e o armazenamento inadequado de alimentos.
Fonte: Reuters