NOVA ONDA DE ATAQUES CIBERNÉTICOS A SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO NA EUROPA

NOVA ONDA DE ATAQUES CIBERNÉTICOS A SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO NA EUROPA

O QUE ACONTECEU?

Uma nova onda de ataques cibernéticos atingiu sistemas de refrigeração de supermercados e outros estabelecimentos alimentícios em diversos países europeus.

Os incidentes foram relatados na Bélgica, Suécia, Luxemburgo, Estônia, Irlanda, Países Baixos, Finlândia e Dinamarca, embora nem todos tenham sido confirmados como ataques cibernéticos.

Em alguns estabelecimentos, invasores alteraram remotamente as configurações dos equipamentos, elevando as temperaturas de refrigeradores e congeladores.

Na Suécia, houve relatos de equipamentos configurados para temperaturas de 50°C e até 55 °C. Esses valores se referem às configurações ou leituras dos sistemas, não necessariamente à temperatura atingida pelos alimentos.

As alterações provocaram interrupções na conservação dos produtos, retirada de mercadorias de comercialização e descarte de alimentos.

Na Bélgica, a Justiça abriu uma investigação criminal.

Entre os estabelecimentos afetados ou que relataram problemas de refrigeração estão:

  • Bélgica: aproximadamente 40 lojas Delhaize Proxy, 15 Carrefour, 15 Intermarché e cinco Spar, segundo levantamentos divulgados pela imprensa.
  • Irlanda: 13 supermercados SuperValu tiveram sistemas afetados.
  • Suécia: estabelecimentos das redes ICA e Coop relataram alterações nas temperaturas.
  • Países Baixos: pelo menos 17 empresas foram atingidas, incluindo estabelecimentos alimentícios e instalações de armazenamento congelado.
  • Estônia: houve acesso não autorizado a um sistema de controle de refrigeração.

Os números ainda são preliminares, e nem todas as ocorrências possuem confirmação independente de ataque cibernético.

NÃO É O PRIMEIRO ATAQUE

Em outubro de 2026, centenas de supermercados franceses já haviam sido afetados por ataques semelhantes.

A nova ocorrência levanta preocupações sobre vulnerabilidades em sistemas de refrigeração conectados à internet.

Equipamentos que utilizam soluções da fabricante Danfoss estiveram envolvidos em parte dos incidentes.

Segundo informações divulgadas, algumas instalações utilizavam softwares desatualizados, senhas padrão ou conexões sem proteção adequada.

Ainda não foi comprovado que todos os ataques estejam relacionados ou tenham sido executados pelos mesmos responsáveis.

O caso demonstra uma vulnerabilidade que merece atenção crescente:

Um ataque cibernético pode comprometer diretamente uma medida de controle de segurança dos alimentos.

O que isso significa para as indústrias de alimentos?

A ocorrência evidencia a necessidade de integrar Food Safety, Food Defense, segurança cibernética e continuidade operacional.

Entre as medidas que merecem avaliação estão o controle de acesso remoto aos equipamentos, a proteção dos sistemas de automação, a existência de alarmes independentes e os procedimentos de resposta a desvios de temperatura.

Há também uma questão fundamental para os sistemas de gestão:

Se um equipamento conectado à internet é responsável por manter uma condição essencial à segurança dos alimentos, sua vulnerabilidade digital pode se transformar em uma vulnerabilidade sanitária.

Isso não significa que todo ataque cibernético seja automaticamente um evento de Food Defense. A classificação depende da natureza da ameaça e de sua relação com a adulteração ou contaminação intencional de alimentos.

SEUS PROGRAMAS DE SEGURANÇA DOS ALIMENTOS ESTÃO PREPARADOS PARA UM ATAQUE CIBERNÉTICO?

Fontes:

Fonte da Imagem: IA

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