Agilidade Emocional e Positividade

agilidade emocional

Por: Keli Lima Neves

 

Vou tentar escrever um pouco sobre “Positividade” e “Agilidade emocional”. Já li alguns livros sobre Psicologia Positiva e no momento estou estudando um pouco sobre Emoções, sobre comportamento e me sinto neste momento confortável para colocar esse assunto em discussão.

 

Estamos em processo de evolução e quanto mais estudamos, maiores são as nossas mudanças. Precisamos escolher o que estudar e com quem nos relacionar para que nossas mudanças sejam para nos tornar uma pessoa melhor, mas antes de tudo, precisamos conhecer e admitir nossas fraquezas, nosso lado negro (o lado negro da força, ele sempre existe e você não está livre dele e por isso tenho gostado tanto de estudar a Agilidade Emocional), mas não sou avessa a Psicologia Positiva, penso que há um meio termo, que podemos usar a Psicologia Positiva e a Agilidade Emocional!

 

O que eu gosto da Psicologia positiva é o fato de você tentar manter um pensamento positivo, não se deixar levar pela negatividade interna e principalmente não se deixar abater “eternamente” por questões externas e é aí que entra a Agilidade Emocional, onde, de fato, você não deve tentar mudar uma emoção, “- Não posso ficar triste, preciso ficar feliz”. Quando focamos nisso, há um real gasto de energia que por vezes nos deixa cansados ou então naquela montanha russa que horas estamos bem e horas estamos aos pedaços e isso se torna constante.

 

Se conseguirmos trabalhar nossas emoções, senti-las da forma e tempo apropriado, talvez possamos nos sentir mais confortáveis e tomaremos decisões de forma mais consciente!

 

São tantas as emoções ao longo de um dia, as nossas e as de todos que nos cercam. Além das emoções completamente motivadas pela realidade da vida, ainda existem as emoções desenhadas para nos envolver e que somos submetidos a elas o tempo inteiro: em uma musica, nos programas de TV, nas redes sociais, aliás eis aqui um terreno onde artifícios para nos envolver emocionalmente são utilizados o tempo inteiro!

 

Segundo Suzan David, a Agilidade Emocional não diz respeito a controlar seus pensamentos e a obrigar-nos a pensar de uma maneira positiva sempre. A agilidade emocional tem a ver com relaxar, se acalmar e viver com mais propósito. Tem a ver com escolher como você vai responder ao seu sistema de alarme emocional.

Victor Frankl, afirma que existe um espaço entre o estímulo e a resposta e nesse espaço reside nosso poder de escolher nossa resposta. Na nossa resposta residem nosso crescimento e liberdade.

 

Precisamos acessar esse espaço entre o estímulo e a resposta. Quer um exemplo simples: trânsito, eis um momento em que é muito fácil despertar a raiva! Alguém faz algo que não gostamos no transito e aquilo imediatamente nos tira do eixo e respondemos no ato, sem darmos tempo para acessar o espaço vago entre o estímulo e a nossa resposta.

 

Suzan David escreve que pessoas emocionalmente ágeis são dinâmicas, demonstram flexibilidade ao lidar com o nosso mundo complexo e em constante mudança. Elas são capazes de tolerar níveis elevados de estresse e suportar reveses, permanecendo ao mesmo tempo envolvidas, abertas e receptivas. Elas compreendem que a vida nem sempre é fácil, mas continuam a agir de acordo com os valores que mais prezam. Elas continuam a sentir raiva, tristeza, euforia, mas enfrentam esses sentimentos com curiosidade, autocontrole, autocompaixão e aceitação. E em vez de permitir que esses sentimentos lhe prejudiquem, as pessoas emocionalmente ágeis voltam-se de forma eficaz e com todas as suas imperfeições para suas ambições mais grandiosas.

 

Que possamos acessar esse espaço que as vezes nem parece existir, entre o estímulo e a resposta, nos permitindo sentir todas as emoções que estão em nós e que são sim acessadas com diferentes estímulos, mas, que saibamos lidar com as emoções de forma consciente, deixar sentir, não bloquear sentimentos, mas, não reagir no calor da emoção!

 

Trazendo para nosso mundo corporativo, certamente teremos ambientes e pessoas mais saudáveis, resoluções de conflitos reais, afinal, conflitos ocorrem a todo o momento, pequenos ou grandes. De uma porta que não fica fechada a uma reclamação de cliente, tudo são conflitos a serem resolvidos! Que sejamos maduros emocionalmente para isso!

 

 

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