Água de piscinas: quais os perigos e cuidados?

Um simples mergulho na piscina pode se tornar um pesadelo, sim, infelizmente é comum que em locais públicos como piscinas de clubes e academias contenham microorganismos indesejados. Em casos de surtos, os responsáveis podem até sofrer com penalidades. Acompanhe abaixo quais os riscos de entrar em uma piscina contaminada e como é possível evitar.

 

Quais os perigos podem ter na água de piscinas?

A qualidade da água é essencial para o uso dessas piscinas coletivas, por questão de saúde. Os casos mais comuns de contaminação são as doenças de pele e suas excreções que são depositadas na piscina e infectam outros banhistas. Além disso, também temos a ingestão da água que pode acarretar em problemas de saúde, bactérias como a Legionella podem ser encontradas nesses locais e desenvolver infecções.

 

Quais doenças estão associadas a contaminação da água de piscinas?

 

Veja agora quais são as doenças que você pode pegar ao frequentar uma piscina não higienizada.

 

1. Irritação química

É muito comum que algumas pessoas reclamem de ardor nos olhos, nas vias aéreas e até de dificuldade em respirar depois de nadarem na piscina. Isso acontece por causa do acúmulo de cloraminas na água. Basicamente é a combinação do cloro com outras substâncias, como suor, produtos usados no corpo e até urina.

 

2. Otite

A otite externa é comumente conhecida como otite de surfista ou mergulhador. Ela acontece quando a água entra no ouvido e encontra um organismo debilitado. Isso pode ser por causa de problemas imunológicos, ou presença de feridas no canal.

 

3. Foliculite

A foliculite é a inflamação do folículo capilar. Ela acontece devido à contaminação por bactérias presentes na água da piscina, principalmente as aquecidas. A aparência das inflamações é parecida com a das espinhas, mas maiores.

 

4. Infecções bacterianas

A bactéria Staphylococcus é responsável por uma série de infecções diferentes. Desde dermatites e foliculites simples e de fácil tratamento, até mais graves como pneumonia, meningite e endocardite. Para evitar essa transmissão é importante que a água seja sempre tratada corretamente.

 

5. Diarréia

A diarréia é comumente um sintoma de algum problema maior. Mas é possível contrair essa condição sozinha, apenas pela ingestão de uma pequena quantidade de água. Isso porque alguns vírus e bactérias podem sobreviver por até quinze dias em uma piscina contaminada. Isso acontece se alguma pessoa infectada tiver usado a piscina antes de você.

 

6. Giardíase

A giardíase é uma infecção que acomete os intestinos. Ela afetará principalmente as crianças, uma vez que o sistema imunológico delas ainda está em formação. Isso acontece principalmente em piscinas frequentadas por crianças que ainda não passaram pelo desfralde.

 

O que eu devo fazer para ficar seguro ao usar uma piscina pública?

Primeiro, avalie se você não tem alergia aos produtos utilizados no tratamento da piscina, se esse for o caso, infelizmente você deverá evitar esse tipo de atividade.

Antes de frequentar piscinas publicas, seja para prática de atividade física ou laser, certifique-se que está tudo bem com sua saúde e que você não seja um transmissor de doenças para outras pessoas.

Siga as regras estipuladas pelo estabelecimento para o uso correto das piscinas.

Verifique se o estabelecimento monitora a qualidade da água da piscina, tanto nos parâmetros químicos quanto nos parâmetros microbiológicos, dê preferencia para estabelecimentos que demonstrem essa preocupação com sua saúde!

 

Sou gestor de um estabelecimento com piscina de uso público, o que eu devo fazer ?

O mais indicado para evitar e combater esses micro-organismos prejudiciais é que a análise de água para piscinas seja feita regularmente a cada mês, é indicado ainda, verificar o pH e a concentração de cloro (ou dos demais produtos usados no tratamento da água) todos os dias, existem kits rápidos que o estabelecimento pode comprar e realizar as análises de form simples e barata.

A análise, por trazer uma avaliação mais detalhada, pode identificar contaminações mínimas e determinar o melhor tratamento para a água. Essa ação contribui para uma entrega de qualidade, garantindo condições sanitárias e padrões estéticos que são ideais para o uso das piscinas.

As academias de natação e hidroginástica devem fixar em local visível os procedimentos que descrevem as tarefas a serem realizadas no tratamento da água e determinar os responsáveis por cada ação.

Além de prevenir doenças causadas por microrganismos, a qualidade da água evita problemas de saúde relacionados ao tratamento realizado nas piscinas, como o uso de cloro, que em quantidades erradas podem ocasionar danos a saúde.

 

Existe uma lei sobre a qualidade da água de piscinas?

Geralmente estas legislações são municipais ou estaduais e em geral, estas legislações orientam que os estabelecimentos sigam as diretrizes de alguma norma com padrão definido, no caso a NBR 10818/2016 que trata sobre a qualidade da água da piscina. Em alguns estados e municípios, já existem resoluções normativas para piscinas de uso coletivo, público e especial, inclusive, aborda a obrigatoriedade do estabelecimento em ter um responsável técnico pelas piscinas com registro no CRQ (conselho regional de química).

 

Dicas para utilizar na piscina

Confira abaixo algumas dicas simples para aplicar no dia a dia:

 

● Observe as condições de higiene da piscina: água cristalina e que permite a visualização do fundo é sinal de piscina limpa, enquanto água turva indica que pode haver contaminação. Além disso, as bordas e os azulejos não devem apresentar lodo nem estar escorregadios ou pegajosos;

 

● Verifique se a água está sendo filtrada: procure identificar se há barulho proveniente do motor de filtragem, o que indica que a água da piscina está constantemente passando por filtros que retêm grande parte das impurezas;

 

● Utilize chinelos fora da água: locais que estão sempre úmidos, como vestiários, saunas, chuveiros e lava-pés, são favoráveis à multiplicação de microrganismos, por isso sempre utilize chinelos ao frequentá-los. Essa dica também vale ao caminhar ao redor da piscina, pois o cloro evapora rapidamente nessa região, permitindo a proliferação de fungos;

 

● Evite o contato direto com cadeiras: as espreguiçadeiras que ficam em volta da piscina e as bancadas das saunas também podem abrigar microrganismos causadores de doenças. Para se prevenir, cubra-as com uma toalha ou canga antes de se sentar;

 

● Não compartilhe objetos de uso pessoal: itens como toalhas, escovas, pentes, bonés e chinelos não devem ser compartilhados, pois eles podem servir como meio de transmissão de doenças;

 

● Passe pela ducha antes e depois de usar a piscina: as duchas disponíveis devem ser utilizadas tanto para remover impurezas do corpo antes de entrar na água quanto para eliminar contaminantes ao sair dela (se possível use um sabonete);

 

● Tome banho assim que possível: além da ducha, tome um banho completo o mais rápido possível depois de sair da piscina. Além disso, evite permanecer com a roupa de banho molhada por muito tempo, o que também favorece as infecções;

 

● Faça o tratamento completo em caso de doença: o tratamento de frieiras leva cerca de 3 meses, enquanto o de micoses de unha leva até 6 meses para as mãos e 12 para os pés. Mesmo que haja uma melhora aparente, o uso dos medicamentos deve ser mantido conforme a orientação médica, pois o fungo pode voltar ainda mais forte.

 

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