Austrália aprova ingrediente de pato cultivado em laboratório

Austrália aprova ingrediente de pato cultivado em laboratório

O Conselho da Food Standards Australia New Zealand (FSANZ) aprovou um pedido de novo alimento que permite o uso de biomassa celular de pato como ingrediente alimentício. A aprovação inclui condições para apoiar a segurança dos alimentos, a conformidade regulatória e a escolha informada do consumidor.

Da célula ao ingrediente

A biomassa é produzida a partir de células derivadas do pato da raça Pekin. O ingrediente deve ser combinado com outros componentes na fabricação de produtos como foie gras e patê de pato cultivados a partir de células.

Quem solicitou a aprovação

O pedido foi apresentado pela Suprême SAS, que atua sob o nome Gourmey. A empresa francesa é especializada no desenvolvimento de alimentos cultivados a partir de células animais.

Avaliação de risco não apontou preocupações

A FSANZ seguiu o procedimento geral para aprovação de novos alimentos, que incluiu uma rodada de consulta pública. A avaliação de risco não identificou preocupações de saúde pública ou de segurança associadas à linhagem celular de produção nem à biomassa resultante.

Segunda aprovação do tipo na região

A decisão se soma a outra aprovação recente. Em abril de 2025, o Conselho da FSANZ já havia autorizado o primeiro produto de carne celular da Austrália e da Nova Zelândia, à base de codorna cultivada.

O que isso significa para o setor

A aprovação mostra que os reguladores estão estabelecendo caminhos formais para a avaliação de proteínas alternativas, com análise de risco, consulta pública e condições específicas de uso. Para as empresas do setor, acompanhar essas decisões é essencial para entender como os requisitos de segurança e de informação ao consumidor estão sendo definidos.

Fonte: Food Safety Magazine

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