FDA encerra investigação sobre surto de Cyclospora ligado à alface no México
A Food and Drug Administration (FDA) encerrou formalmente sua investigação sobre o surto multiestadual de Cyclospora associado à alface americana processada por uma unidade da Taylor Farms de México, no estado de Guanajuato. O caso já havia sido declarado encerrado pelo CDC em setembro, mas a apuração da FDA sobre a origem da contaminação seguia aberta até agora.
O maior surto já registrado
Ao todo, o surto somou 12.883 casos confirmados em 21 estados americanos, com 570 hospitalizações e dois óbitos — tornando-se o maior surto de cyclosporíase já registrado no país. A distribuição da alface recolhida chegou a ser confirmada ou presumida em 37 estados e no Distrito de Columbia.
Como o surto foi rastreado
A investigação teve início em meados de julho, após autoridades identificarem convergência das investigações de rastreabilidade para um único fornecedor de alface americana usada em unidades do Taco Bell. A Taylor Farms de México iniciou recall voluntário no mesmo período, retirando do mercado toda a alface americana proveniente da região central do México. Ao longo da investigação, um teste inicial que havia apontado resultado positivo para Cyclospora em uma amostra do fornecedor acabou sendo reclassificado como falso positivo, embora a FDA tenha mantido o foco investigativo na empresa.
Fim das inspeções em campo
As inspeções presenciais e a coleta de amostras nos produtores de alface e na unidade de processamento no México, conduzidas em coordenação com autoridades mexicanas, foram encerradas. Segundo a agência, nenhuma amostra coletada durante as inspeções confirmou definitivamente a presença do parasita no produto — um padrão já observado em surtos anteriores de Cyclospora, nos quais a fonte exata da contaminação raramente é determinada com certeza laboratorial.
Próximos passos: foco em prevenção
Encerrada a fase de resposta ao surto, a FDA afirma estar migrando para atividades de prevenção, com atualizações contínuas em uma nova página dedicada ao tema. A agência reforça que considera que toda a alface recolhida ligada a esse surto específico já foi retirada do mercado.
Fonte: Reuters
Imagem: Magnific