Moldávia e Malta registram surtos de intoxicação alimentar
Os dois países europeus reportaram, separadamente, episódios recentes de doenças de origem alimentar com investigações em andamento.
Moldávia: Salmonella em hotel de Chisinau
A Agência Nacional de Saúde Pública da Moldávia (ANSP) reportou um surto de intoxicação alimentar entre pessoas que participaram de eventos realizados em um hotel em Chisinau entre os dias 22 e 26 de junho. A mídia local indicou que o estabelecimento envolvido foi o hotel Radisson Blu Leogrand.
Ao todo, nove eventos foram realizados no local, com a participação de 519 pessoas. Até o momento, 26 casos de adoecimento foram registrados, com a maioria dos afetados hospitalizada e em tratamento especializado. Entre os participantes havia funcionários do Ministério das Relações Exteriores do país. Investigações laboratoriais confirmaram a presença de Salmonella Enteritidis em sete pacientes, e outras amostras — incluindo de alimentos e de funcionários envolvidos no preparo — ainda estão sendo analisadas.
Malta: surto entre trabalhadores e alimentos irregulares apreendidos
Em Malta, autoridades de saúde pública investigam um surto identificado no final de junho entre funcionários de uma empresa após o almoço no local de trabalho. Dezenove pessoas foram atendidas em pronto-socorro e duas precisaram de internação, mas todas foram reportadas em estado estável. O patógeno responsável ainda não foi divulgado.
A Autoridade de Segurança e Proteção Alimentar de Malta (FSSA) emitiu uma Ordem de Controle de Emergência e determinou o fechamento das instalações da cozinha enquanto investigações e medidas corretivas são implementadas.
Paralelamente, a FSSA foi alertada sobre uma van que chegou a Malta de balsa vinda da Sicília, transportando alimentos provenientes originalmente da Albânia. A inspeção do veículo encontrou produtos como carnes, iogurtes, queijos, ovos e bebidas transportados em temperaturas inadequadas, sem rotulagem exigida e sem documentação de rastreabilidade. Os produtos foram lacrados e serão destruídos.
As autoridades maltesas reforçaram que todo comerciante tem obrigação legal de se registrar na FSSA e notificá-la com pelo menos 48 horas de antecedência antes da entrada de qualquer alimento no país — inclusive quando a mercadoria é proveniente de estados-membros da União Europeia.
Fonte: Food Safety News