Bebidas funcionais crescem, mas conseguem provar que funcionam?
O mercado global de bebidas não alcoólicas deve ultrapassar US$ 1 trilhão em 2026, impulsionado pelas bebidas funcionais — produtos com promessas que vão de energia e recuperação muscular a imunidade e foco cognitivo. Projeções apontam o segmento movimentando entre US$ 145 bilhões e mais de US$ 174 bilhões até o fim da década. No Brasil, o movimento é igualmente forte: creatina cresceu 89% em vendas, whey protein 124%, e o setor de nutrição esportiva movimentou R$ 4,36 bilhões em 2023, com projeção de crescer 119% até 2028. Marcas como a PepsiCo já formulam produtos partindo do benefício desejado pelo consumidor, e não do ingrediente da moda.
Mas o crescimento vem acompanhado de mais rigor regulatório. Na União Europeia, alegações funcionais são tratadas como alegações de saúde e exigem aprovação prévia da EFSA — de 44 mil pedidos submetidos desde 2008, poucos foram aprovados. Nos EUA, a FDA exige evidências robustas e proíbe sugerir tratamento de doenças; no Reino Unido, a CMA pode multar empresas em até 10% do faturamento global por alegações enganosas. No Brasil, a Anvisa exige registro prévio e veda alegações de cura ou prevenção de doenças. Apesar da funcionalidade, o sabor segue sendo o fator mais decisivo de compra — reforçando que transparência sobre dosagens e evidências, aliada a uma boa experiência sensorial, é o caminho para conquistar a confiança do consumidor.
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