Salmonella: Como a Composição de Sorotipos em Carnes Evoluiu Entre 1998 e 2024

Salmonella: Como a Composição de Sorotipos em Carnes Evoluiu Entre 1998 e 2024

Um estudo publicado no Journal of Food Protection analisou 43.617 amostras positivas para Salmonella coletadas pelo USDA-FSIS entre 1998 e 2024 em carne bovina, frango, peru e suína, mostrando como os sorotipos predominantes mudam ao longo do tempo — e por que isso importa, já que apenas cerca de 50 dos mais de 2.600 sorotipos existentes causam a maioria das doenças humanas. Cada commodity mostrou um padrão próprio: Kentucky dominou no frango (30-50% das amostras) sem nunca causar surtos registrados, enquanto Enteritidis, bem menos frequente, respondeu por 48% dos surtos associados ao frango; Montevidéu liderou na carne bovina, mas Typhimurium e Newport concentraram a maioria dos surtos; no peru, Hadar e Reading alternaram dominância em ciclos; e nos suínos, as variantes monofásicas de Typhimurium saltaram de sorotipo raro a um dos mais comuns, refletindo o mesmo padrão visto em surtos humanos.

O estudo alerta que combater um único sorotipo pode ter efeitos indesejados — reduzir a Infantis, por exemplo, poderia abrir espaço para a Enteritidis, de maior virulência. Por outro lado, o caso do sorotipo Heidelberg em frango mostra o lado positivo do monitoramento: sua prevalência caiu 98% entre 1994 e 2024, acompanhada por uma queda de 95% nos casos humanos associados. Os autores defendem estratégias de controle flexíveis e continuamente testadas em campo, dada a natureza dinâmica da composição de sorotipos.

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