Biotecnologia integrada ao filme plástico promete estender a vida útil de carnes frescas
A empresa de embalagens ProAmpac apresentou a linha ProActive Intelligence Shelf Protect (SP) Series durante a Pack Expo International 2026, em Chicago (EUA), realizada de 18 a 21 de outubro. A proposta é oferecer aos produtores de alimentos uma nova forma de preservar a qualidade dos produtos e reduzir perdas por deterioração.
Como funciona
A tecnologia é uma embalagem ativa de contato direto com o alimento, que traz uma biotecnologia patenteada incorporada ao próprio filme. O objetivo é reduzir o crescimento de microrganismos associados à deterioração nas aplicações previstas. O desenvolvimento foi feito em parceria com a Copperprotek.
Aplicações e conformidade regulatória
As soluções foram criadas para aplicações selecionadas em carnes, pescados e laticínios. Segundo a empresa, a tecnologia está em conformidade com as exigências da FDA e do USDA para uso em carne bovina fresca, carne suína fresca, linguiça cozida, frios, salmão fresco e queijo fresco.
Sem mudanças no desempenho da embalagem
De acordo com a ProAmpac, o sistema mantém a transparência do filme sem alterar suas propriedades físicas nem o desempenho de selagem. Para as aplicações aprovadas, não exige rotulagem na embalagem além da data de “consumir até” ou “consumir ou congelar até”. Para o diretor de tecnologia da empresa, Hesam Tabatabaei, a ideia é que seja uma solução “drop-in”, que os clientes podem incorporar às linhas existentes sem diferença perceptível.
Resultados em testes
Estudos conduzidos por fabricantes de alimentos e por laboratórios independentes indicaram extensão da vida útil de carne bovina fresca, carne suína fresca e linguiça cozida nas aplicações testadas. Também foram observadas melhorias em indicadores de qualidade ligados à deterioração microbiana e ao desenvolvimento de odor durante o armazenamento.
Resultados variam conforme o processo
A própria empresa ressalta que os ganhos de vida útil dependem do produto, das condições de processamento, da carga microbiana inicial no momento do envase, das práticas de armazenamento e de outros fatores operacionais. Por isso, são necessários testes caso a caso em cada operação.
Embalagem como aliada da segurança dos alimentos
A embalagem ativa se soma a outras estratégias de controle da deterioração, como as boas práticas de fabricação, o controle da temperatura e a higiene do processo, que continuam sendo indispensáveis. Para a indústria, avaliar esse tipo de tecnologia com validação de vida útil é essencial.
Fonte: Packaging Insights
Imagem: Magnific