Lactopontina ganha status GRAS nos EUA, mas ainda não está liberada para fórmulas infantis
A empresa britânica Better Dairy anunciou a determinação autoafirmada de GRAS (geralmente reconhecido como seguro) para sua lactopontina, também chamada de osteopontina do leite, produzida por fermentação de precisão. A decisão abre caminho para lançamentos de produtos de nutrição e suplementos nos Estados Unidos, e a empresa diz trabalhar com clientes para lançá-los nos próximos meses.
Avaliação por painel independente
A determinação seguiu a análise de segurança do ingrediente, nas condições de uso previstas, por um painel independente de especialistas. A lactopontina é uma proteína presente naturalmente no leite humano e no leite bovino.
GRAS autoafirmado não é aprovação da FDA
A publicação lembra que o GRAS autoafirmado não equivale a uma aprovação da FDA, e que as empresas atualmente não são obrigadas a notificar a agência, embora isso possa mudar após uma revisão do processo pela FDA. Muitas empresas optam por notificar, porque a carta de “sem questionamentos” da agência traz mais segurança para a indústria de bens de consumo.
Fórmulas infantis ficam de fora
A Better Dairy também desenvolve a lactopontina para fórmulas infantis, já que a concentração da proteína no leite bovino é bem menor que no leite materno. Esse uso segue um caminho regulatório separado, e a determinação atual não o cobre.
Possíveis aplicações
Segundo a empresa, a lactopontina atua em sinalização biológica ligada ao crescimento, ao reparo e à renovação de tecidos, com potencial para produtos voltados a envelhecimento saudável, saúde intestinal, imunidade, articulações, pele e recuperação esportiva. Ela também seria complementar a ingredientes como colágeno, lactoferrina e probióticos.
Próximos passos
O ingrediente será lançado na SupplySide Global, em Las Vegas, no fim de outubro. A empresa, que antes desenvolvia caseína sem origem animal para queijos, segue buscando aprovação regulatória na Europa e na Ásia e afirma manter o compromisso de levar a caseína ao mercado.
Fonte: FoodNavigator