Rio Grande do Sul confirma primeiros casos de greening em plantas cítricas
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou os primeiros casos de greening (Huanglongbing – HLB) em plantas cítricas no Rio Grande do Sul. A doença foi identificada em um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina.
A confirmação foi realizada por meio de análises laboratoriais da rede oficial do Ministério. Até então, o Rio Grande do Sul era considerado livre da doença, considerada uma das mais graves ameaças à citricultura mundial.
O que é o greening?
O greening é uma doença bacteriana que afeta plantas cítricas, como laranjeiras e limoeiros. Transmitida principalmente pelo psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), a enfermidade provoca deformação dos frutos, queda na produção e pode levar à morte da planta.
Como não existe tratamento curativo, a prevenção e a detecção precoce são fundamentais para reduzir os impactos da doença.
Medidas de contenção
Após a confirmação dos casos, órgãos de defesa agropecuária iniciaram ações de vigilância fitossanitária na região para identificar possíveis focos adicionais e evitar a disseminação da doença.
O Ministério da Agricultura orienta produtores e proprietários de plantas cítricas a comunicarem imediatamente qualquer suspeita de greening às autoridades sanitárias.
Setor permanece em alerta
A detecção da doença no Rio Grande do Sul aumenta a preocupação do setor citrícola brasileiro. O greening já causa prejuízos significativos em outras regiões produtoras do país devido à redução da produtividade e ao aumento dos custos de manejo.
Embora não represente risco à saúde humana, a doença é considerada uma das maiores ameaças à produção de citros, exigindo monitoramento constante e medidas rigorosas de controle.
Fonte: MAPA