Lanche da manhã vira nova disputa para a indústria de alimentos e bebidas
O lanche da manhã deixou de ser uma extensão do café da manhã e passou a ser visto por muitos consumidores como uma refeição por si só. Segundo a Pesquisa de Snacking 2026 da Innova Market Insights, 29% dos consumidores costumam lanchar de manhã, e o número segue em alta. O movimento acompanha uma mudança de hábitos: mais de um terço substitui refeições por lanches ao menos uma vez ao dia, e 43% fazem menos de três refeições diárias.
O que o consumidor busca
Entre quem adota o lanche matinal, 41% esperam energia e 24% passam mais tempo fora de casa, o que torna a praticidade essencial. Também há expectativa de saciedade até a próxima refeição. Isso impulsiona barras de cereais, biscoitos de café da manhã, iogurtes em sachê, mix de castanhas e shakes proteicos. O sabor segue como principal fator de compra (68%), seguido do preço (53%).
Desafio e oportunidade para as marcas
Quase um em cada cinco consumidores já troca alimentos como cereais matinais por lanches, e as barras de cereais são mais consumidas no meio da manhã (35%) do que no café da manhã (32%). Já chocolates e confeitos de açúcar também são mais consumidos nesse horário, mas ainda há uma lacuna entre o que se busca, como saciedade e energia sustentada, e o que esses produtos oferecem.
Proteína lidera, mas preço pesa
Seis em cada dez consumidores buscam proteína nos lanches, à frente de baixo açúcar, fibras e vitaminas. Cafeína (27%) e probióticos (26%) também aparecem. Mesmo assim, o consumidor é sensível a preço, e os benefícios precisam atender a uma necessidade clara e ser fáceis de entender.
Foco em calma e concentração
Metade dos consumidores frequentes de lanches diz que eles ajudam a relaxar. De manhã, a ocasião é mais funcional, e produtos voltados a um “foco calmo”, sem excesso de cafeína, podem atrair quem trabalha em escritório ou em regime híbrido.
Fonte: FoodNavigator
Imagem: Magnific